No cesto de maçãs,
uma estragada.
No rio,
um saco plástico.
Na garrafa,
um vestígio.
No teclado,
uma tecla quebrada.
Na sombrancelha,
uma falha.
No canto,
um desafino.
Na janela,
a persiana fechada.
Na conversa,
a intenção errada.
No out-door,
uma folha descolada.
Na declaração de amor,
uma conversa dissimulada.
Na disciplina,
um desatino.
No curso da vida,
uma freada.
domingo, 8 de março de 2009
Labirinto de Espelhos
A lembrança da angústia caminha a meu lado.
Ao menor sinal, toma a dianteira, futiga meus retratos.
Minhas garras se quebram porque não se agarram a pedras.
Meu único amigo, por pouco não vejo sumido.
Receio de um encontro imaginativo.
Assustadoras leoas rugem no cio.
Quem apaga a vela?
A finalização é a mesma, com ou sem atuação.
Alguém bate à porta.
Não posso atendê-la, estou ao telefone.
Algo de estranho aparece.
E já não posso mais ouvir meus recados.
Caminho num labirinto de espelhos,
engraçado...
não me vejo, de fato.
Ao menor sinal, toma a dianteira, futiga meus retratos.
Minhas garras se quebram porque não se agarram a pedras.
Meu único amigo, por pouco não vejo sumido.
Receio de um encontro imaginativo.
Assustadoras leoas rugem no cio.
Quem apaga a vela?
A finalização é a mesma, com ou sem atuação.
Alguém bate à porta.
Não posso atendê-la, estou ao telefone.
Algo de estranho aparece.
E já não posso mais ouvir meus recados.
Caminho num labirinto de espelhos,
engraçado...
não me vejo, de fato.
Vitrines de luzes azuis
Vesti-me de luzes,
e pus-me à vitrine.
A noite do lado de fora era mais escura,
e não demorou,
brilhei até cegar.
Aventuras, situações,
coloquei-me em outro patamar.
Produto refinado,
gavetas arrumadas,
agora pintei-me de branco,
e deixei na exposição todos a me admirar.
Novamente cerrei as janelas,
quando o sol nasceu,
não queria outra luz a me atrapalhar.
Feminina, mulher, amante,
que papel se ocupa,
além de receptáculo de suas culpas?
e pus-me à vitrine.
A noite do lado de fora era mais escura,
e não demorou,
brilhei até cegar.
Aventuras, situações,
coloquei-me em outro patamar.
Produto refinado,
gavetas arrumadas,
agora pintei-me de branco,
e deixei na exposição todos a me admirar.
Novamente cerrei as janelas,
quando o sol nasceu,
não queria outra luz a me atrapalhar.
Feminina, mulher, amante,
que papel se ocupa,
além de receptáculo de suas culpas?
Neblina Irlandesa
Olho por todos os lados,
só vejo brilhos de estrelas ao meu lado.
Insegura de dividir o passo.
Espero, aguento, sobrevivo,
carrego meus fardos.
Alguns não parecem simulados.
Ouço gritos,
que reclamam a mim,
um significado.
Não darei mais ouvidos a esses chamados.
Já torturaram-me um bocado.
só vejo brilhos de estrelas ao meu lado.
Insegura de dividir o passo.
Espero, aguento, sobrevivo,
carrego meus fardos.
Alguns não parecem simulados.
Ouço gritos,
que reclamam a mim,
um significado.
Não darei mais ouvidos a esses chamados.
Já torturaram-me um bocado.
Um vestido solto num quadro
Por solidão,
ou medo dela,
aturo os leões `a minha volta.
Solto grunhidos,
compadeço-me de poucos vestidos.
Sinto-me como Frida,
um vestido solto num quadro.
Coloco minhas sapatilhas de pontas,
vou correr pelo quarto.
O que não enxergo,
amplio na mente.
Sempre fujo dos defendidos,
esses sim,
representam perigo.
ou medo dela,
aturo os leões `a minha volta.
Solto grunhidos,
compadeço-me de poucos vestidos.
Sinto-me como Frida,
um vestido solto num quadro.
Coloco minhas sapatilhas de pontas,
vou correr pelo quarto.
O que não enxergo,
amplio na mente.
Sempre fujo dos defendidos,
esses sim,
representam perigo.
"Espelho, espelho meu..."
Como dançar com os pés colados?
O fraco de cada um está nas coisas primitivas.
Merecem reações simplistas.
Voz rouca e frágil, tenta uma linda canção.
Todos procuram seus espelhos para conversar.
"Espelho, espelho meu..."
Meu?
Reações idênticas,
alguns com mais retórica.
No fundo,
ninguém se entende porque todos querem agradar um só!
A si!
Próprio!
Propriedade.
Reter: espécie de poder.
Abençoado ser primitivo.
Singeleza ou limpeza?
Contenha os vermes,
prevenindo com beleza!
O fraco de cada um está nas coisas primitivas.
Merecem reações simplistas.
Voz rouca e frágil, tenta uma linda canção.
Todos procuram seus espelhos para conversar.
"Espelho, espelho meu..."
Meu?
Reações idênticas,
alguns com mais retórica.
No fundo,
ninguém se entende porque todos querem agradar um só!
A si!
Próprio!
Propriedade.
Reter: espécie de poder.
Abençoado ser primitivo.
Singeleza ou limpeza?
Contenha os vermes,
prevenindo com beleza!
"A boca é cheia do que transborda o coração"
Esconde-te no recôndito de outra intenção.
Sibila o términal de tua emoção.
Oculta-se, borrifando perfume na tua podridão.
É...
"A boca é cheia do que transborda o coração".O que era para ser novo,
sopro,
ânima,
fica fadado ao estigma,
do que sempre foi ferina.
Muda-se o julgamento,
quando não há purpurina?
Que lugar é esse?
"É tudo uma questão de poder",
como dizia teu mais espartano guia.
E, continuo aqui,
observando o vazio,
porque todas as ovelhas se desgrudaram do rebanho.
O que será do pastor?
Sem aconchego,
sem comida, cobertor.
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